Domingo, 2 de outubro de 2022, 06:29:13

Agentes municipais de saúde não seguiram políticas adotadas para prevenir a dengue em Feira; requerimento questiona estoque de veneno e outras informações

18/08/2022, 11:27 | Foto: Marcio Garcez Vieira / ASCOM-CMFS

Informações sobre o estoque do ano de 2022 de veneno para combater larvas de Aedes Aegypti, a razão dos agentes de endemias visitarem as casas e não aplicarem o larvicida/inseticida, quais são as atividades dos agentes de endemias e as políticas adotadas para prevenir a dengue em 2021 e 2022. Essas são algumas das perguntas constantes no requerimento nº 215/2022 de autoria do vereador Fernando Torres (PSD), direcionado ao prefeito Colbert Martins Filho, ao secretário de Saúde Marcelo Brito, e ao coordenador de endemias, Edilson Matos.  

Ainda, busca-se saber qual o valor gasto este ano e como justifica não ter criado nenhuma política preventiva até o momento para combater o mosquito. Quem são os responsáveis por fiscalizar as casas também é um questionamento. Conforme consta no requerimento, de acordo com o Manual de Normas Técnicas da Funasa para instruções ao pessoal de combate ao vetor, existem três formas de tratamento: o focal, o perifocal e o tratamento a ultrabaixo volume – UVB. 

No primeiro (focal), há a aplicação de um produto larvicida nos depósitos positivos para formas imaturas de mosquitos, que não possam ser eliminados mecanicamente. No segundo tipo, o perifocal, os agentes aplicam uma camada de inseticida de ação residual nas paredes externas dos depósitos situados em pontos estratégicos, por meio de aspersor manual com o objetivo de atingir o mosquito adulto que ali pousar na ocasião do repouso ou da desova.  

No terceiro tratamento (a ultrabaixo volume – UVB) ocorre a aplicação espacial de inseticidas a baixíssimo volume. Contudo, em Feira de Santana, nenhum dos três tipos de tratamento recomendado pela FUNASA foi utilizado pelos agentes municipais, motivo pelo qual este requerimento está sendo apresentado.