October 17, 2017

Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim. A frase, atribuída ao médium Francisco Cândido Xavier, foi citada pelo vereador Roberto Tourinho para saudar os convidados da sessão solene desta quarta-feira (19), em comemoração ao Dia do Livro dos Espíritos. A data foi instituída por iniciativa do vereador Antônio Carlos Passos Ataíde.

A noite foi de citações de renomados defensores da Doutrina Espírita. Roberto Tourinho lembrou o autor do primeiro livro sobre o Espiritismo, o pedagogo francês Hippolyte Leon Denizard Rivail, sob o pseudônimo pelo qual ficou conhecido no mundo inteiro, Allan Kardec. O vereador, que é católico praticante, contou que no período pós-morte do pai foi na leitura espírita que encontrou alento.

“Que esta casa legislativa nunca perca de vista os compromissos e o respeito a todas as religiões”, defendeu Tourinho, que disse admitir divergências com relação às profissões de fé, mas nunca a intolerância. Ainda durante seu pronunciamento, ele disse que nunca foi afeito a homenagens graciosas, para anunciar que não pretende encerrar o sétimo mandato sem homenagear Divaldo Franco.

Coube ao advogado e professor Marcelo Cadidé Mariano, que é conselheiro da Federação Espírita do Estado da Bahia e membro do Centro Espírita Caminho da Redenção, falar sobre a origem e a propagação da Doutrina Espírita no mundo. A partir do tema “O Ideal Espírita na Sociedade Contemporânea”, o palestrante falou sobre os princípios do Espiritismo, destacando passagens marcantes assinaladas na história.

O caso do pastor, a mulher e três filhas que durante um mês ficaram sem dormir por conta de perturbações inexplicáveis no barracão onde viviam; a experiência do espírito de um homem assassinado que consegue indicar o local em que os assassinos sepultaram seu corpo; e os fenômenos das mesas flutuantes testemunhados por famílias inglesas foram citados pelo palestrante.

De acordo com Marcelo Mariano, o próprio Allan Kardec, que ainda não usava esse pseudônimo – assistiu “sessões das mesas girantes”, a primeira delas em maio de 1855, fenômeno que consistia no fato da mesa dar respostas sensatas a perguntas óbvias. “Rivail assistia sempre com a visão do cientista”, destacou, lembrando que o autor do Livro dos Espíritos era pedagogo formado na Suíssa.

A mesa da solenidade foi formada pelo vereador Isaías dos Santos, 3º vice-presidente do Legislativo, no exercício da presidência; o ex-vereador Carlito Moreira, chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, representando o prefeito José Ronaldo de Carvalho; Marcus Machado Souza de Souza, coordenador geral do Conselho Regional Espírita – 03, representando a Federação Espírita do Estado da Bahia; e o palestrante da noite.

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Redação

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