Eremita Mota usa a tribuna para falar sobre prejuízos sofridos pelos alunos de escola pública durante a pandemia

A vereadora Eremita Mota (PSDB) discursou na tribuna da Casa da Cidadania, na manhã desta quarta-feira (5), para falar a respeito dos prejuízos sofridos pelos alunos de escolas públicas durante a pandemia. Segundo a vereadora, houve atraso do MEC para determinar acesso aos alunos as aulas virtuais.

“Li uma reportagem sobre a determinação do MEC e lamento ter demorado tanto para isso. As escolas públicas estão sem assistência às aulas durante esta pandemia desde março e, só agora, o MEC resolveu disponibilizar aulas virtuais para os alunos. Os que estudam em escola particular estão usando a ferramenta da internet para estudar on-line nas escolas desde o início; todas deram um jeitinho para não perderem seus alunos. Mas as escolas que não se situaram neste tipo de ensino acabaram prejudicando os alunos. O MEC, há pouco tempo, determinou que os alunos das escolas públicas tivessem esse acesso, isso só agora em junho, depois de tanto tempo... sabemos que os alunos de escola pública dependem da gratuidade e compõem a massa maior da população, ficando prejudicados com isso, pois não puderam ter todo esse direcionamento”, disse a vereadora.

 

A parlamentar continuou: “Os alunos de escolas particulares que não tiveram acesso a este tipo de ensino foi porque tiveram as matrículas canceladas pelos pais para voltarem a estudar apenas no ano que vem. Eu nem culpo os professores porque eles também estão no prejuízo, sem receberem os salários de forma integral... só que eles vão conseguir dar um jeito de tocar a vida pra frente. Mas os alunos estão sofrendo muito e vão sofrer ainda mais com esse descaso do governo com a educação deles”. 

Eremita Mota disse ainda: “Nesse final de semana visitei, pelo menos, umas 20 residências aqui em Feira e, em todas elas, nenhuma tem alunos que possuem contato com esse tipo de ensino virtual adotado durante a pandemia. Por que o MEC não tomou essa decisão antes, já que a massa que depende desse direcionamento do MEC é a população pobre?”, indagou.

Para a parlamentar, mesmo que agora essa diretriz do MEC seja colocada em prática, não será possível os alunos conseguirem seguir essas determinações em tão pouco tempo. “Digo como professora de ensino fundamental. Nosso costume é a aula presencial, com o aluno perguntando ao professor. Em 1985 inventaram um tal de um vestibulinho para todo professor primário ser treinado para ensinar os alunos do primário. Foram diversos relatórios e estratégias para ensinar a forma como educar o aluno para ser alfabetizado, para ler bem. A leitura é tão fundamental na vida do aluno que você vê, até hoje, pessoas com ensino universitário que não sabem ler bem. O ensino primário é fundamental para a vida do aluno. Lamento esta decisão do MEC”, finalizou.


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