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Vereador cobra esclarecimentos da Prefeitura sobre pagamento superfaturado em transporte escolar
28 de março de 2024

Um relatório elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) apontou indícios de superfaturamento, de R$ 540 mil, em valor pago pela gestão do prefeito Colbert Martins Filho a uma empresa prestadora de serviço de transporte escolar, entre os anos de 2015 a 2021. A informação é do vereador Professor Ivamberg (PT), que em pronunciamento na tribuna da Câmara, cobrou a devida apuração do fato. Para além do órgão federal, entende ele, precisa ser feita uma investigação em âmbito local. “Isto é grave. Até porque, diante da situação em que se encontram a saúde, educação, transporte, mobilidade e praças públicas do Município, a desculpa dada é que está sem dinheiro para melhorias”, afirmou.

Conforme explicou o parlamentar, em maio de 2020 a empresa CG Transportes Urbanos solicitou à Prefeitura o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, em razão de prejuízos ocorridos durante a pandemia da Covid-19. A alegação, acrescentou Professor Ivamberg, foi de que a contratada teve despesas no período, relacionadas à atividade de transporte de alunos, sendo necessário pagar pessoal, aluguéis e outros. O Município concedeu o reequilíbrio.

Porém, diz o vereador, o problema é que “pagaram por profissionais que não existiam no quadro de colaboradores à época reclamada”. A análise feita pela CGU constatou que funcionários arrolados pela CG Transportes, constantes de planilha, já tinham saído da empresa desde 2019. “Mesmo assim, a Prefeitura pagou o valor superfaturado”, reclamou o vereador, ao garantir que irá protocolar um requerimento na Casa Legislativa, cobrando o envio de informações por parte do Executivo Municipal.

O objetivo, justificou ele, é que o governo preste esclarecimentos sobre porque pagou um valor a mais à empresa. “Onde foi parar este dinheiro, se não tinha funcionários para receber junto a prestadora do serviço? Acho que a Prefeitura precisa avaliar bem os contratos, antes de fazer qualquer pagamento. Ou será que neste caso, fez vistas grossas?”, questionou.

Manifestando indignação e apoiando uma apuração do fato, a presidente da Câmara Eremita Mota (PSDB), disse ter tomado conhecimento das conclusões do relatório da CGU através de matéria jornalística divulgada na imprensa: “Um absurdo. Acredito que é por conta destes gastos que professores, profissionais da saúde, agentes de endemias e outras classes, estão aí sem aumento salarial há muito tempo. E ainda querem tomar empréstimo”.

 

Foto: Portal gov.br

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