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Aditivo de R$ 516 mil para compra de mochila escolar “é questionável”, diz vereador
26 de maio de 2026

Um aditivo contratual de R$ 516 mil, feito pela Secretaria Municipal de Educação em um contrato de compra de mochila escolar, cujo valor total é de R$ 2 milhões, foi questionado na Câmara Municipal, nesta terça-feira (26). Alegando possível incompatibilidade entre o percentual acrescido com o objetivo de efetivar a aquisição do acessório e o aumento anual no número de alunos, o vereador Professor Ivamberg (PT) cobrou explicações por parte da gestão pública, durante pronunciamento na tribuna da Casa. “Mais uma vez, a secretaria aditiva um contrato que, no mínimo, é questionável. E essa é a terceira vez que falo destes aditivos feitos sem justificativas mínimas”, criticou.

Ao buscar dados do período de 2024 a 2026, junto ao Ministério da Educação/MEC, segundo informou o parlamentar, ficou constatado que Feira registra crescimento de 2% de alunos, ano a ano. Dessa forma, em 2026 contabiliza a quantidade de 257 mil estudantes matriculados na rede. Na opinião de Ivamberg, a incompatibilidade estaria no fato de que o aditivo equivaleria a 25% do contrato de mochilas, enquanto o incremento de alunos seria de apenas 2%. “Portanto, a justificativa alegada pelo próprio secretário, baseada em aumento de alunos, conforme verificado através de publicações a que tive acesso, não se sustenta”, afirmou o vereador, garantindo que pedirá investigação do fato ao Ministério Público Estadual.

Líder da Bancada de Governo na Câmara, o vereador José Carneiro (União), lembrou que desde 2001 seu mandato defende a tese da gestão oferecer fardamentos e materiais escolares, gratuitos, na rede municipal de ensino. Em relação ao valor do aditivo questionado, comentou ele, pode ser em decorrência da variação anual dos custos de materiais. “No ano passado o material que custava R$ 1, hoje está acima de R$ 1,25, por exemplo. Acredito que também em decorrência disso tenha sido feito o aditivo”, observou.

 

Foto: Jorge Magalhães/Secom

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