
A Associação de Música, Arte e Percussão Zé das Congas, sediada no bairro Rua Nova, e a Associação Capoeira Artecorpo, do distrito de Tiquaruçu, receberam o reconhecimento de Utilidade Pública. Os projetos de lei que formalizam a concessão do título foram aprovados pela Câmara Municipal de Feira de Santana por unanimidade dos parlamentares presentes. As iniciativas são, respectivamente, do presidente da Casa Legislativa, vereador Marcos Lima (União), e do vereador Marcus Carvalhal (PL).
Fundada em 2014, a Associação de Música, Arte e Percussão Zé das Congas desenvolve atividades culturais, artísticas e educacionais, com foco também na inclusão social. A entidade tem como inspiração a trajetória do percussionista, artesão e luthier José Pereira dos Santos, conhecido como Zé das Congas. De acordo com a justificativa do projeto, a associação atua principalmente no bairro Rua Nova e em outras comunidades periféricas de Feira de Santana, oferecendo oficinas de percussão, musicalização, construção de instrumentos e educação ambiental. As atividades são voltadas especialmente para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
Conforme o autor, a entidade também participa de festas populares, eventos artísticos e manifestações culturais. Marcos Lima acrescenta que sua atuação inclui intercâmbios e apresentações em países da Europa, contribuindo para a difusão da cultura popular baiana.
Já a Associação Capoeira Artecorpo, localizada no distrito de Tiquaruçu, atua desde 2015 na formação de crianças, jovens e adultos por meio da prática da capoeira. Embora tenha sido formalizada em 2019, Marcus Carvalhal afirma que a entidade já atendeu aproximadamente 900 pessoas ao longo de sua trajetória. Entre as atividades desenvolvidas estão aulas regulares de capoeira para diferentes faixas etárias, além de parcerias com instituições de ensino para realização de palestras educativas e aulas gratuitas.
Conforme a justificativa do projeto, o trabalho busca promover a inclusão social, fortalecer a identidade cultural e contribuir para o desenvolvimento humano da comunidade. A proposta de Marcus Carvalhal destaca ainda a atuação voluntária da associação e a utilização da capoeira como instrumento de transformação social e desenvolvimento pessoal.
A concessão da Utilidade Pública representa uma forma de reconhecimento institucional das atividades desenvolvidas pelas entidades em benefício da comunidade. Com o título, as associações têm ampliadas as possibilidades de parcerias e podem receber recursos públicos para a continuidade e expansão das ações.
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