
Ultimamente, os feirenses têm chamado a atenção para os serviços, infraestrutura e dificuldades de mobilidade em algumas áreas do Município, principalmente aquelas que têm registrado um avanço significativo no crescimento habitacional. A observação é do Professor Ivamberg (PT), que durante discurso na Tribuna Maria Quitéria, nesta quarta-feira (19), cobrou a atenção do Governo Municipal em relação ao referido fenômeno de expansão urbana, que às vezes ocorre por meio de condomínios que aparecem de uma hora para outra, ou loteamentos feitos indiscriminadamente em zonas rurais.
“Vemos que Feira está crescendo de forma rápida, mas desordenada. E a população está clamando porque se vê sem qualidade de vida. O poder público precisa ‘tomar pé’ e intervir de alguma maneira”, disse Ivamberg. Conforme explicou, um dos locais com grande quantidade de reclamações dos cidadãos é o bairro Papagaio, onde os problemas estão começando a surgir. Mas quem mora na região do SIM, segundo ele, também já está considerando a área “insuportável” em alguns momentos e trechos do trânsito.
O petista criticou a gestão municipal por autorizar empreendimentos imobiliários “por só liberar”, esquecendo-se de avaliar como a cidade ficará no futuro. Isto estaria gerando, em sua opinião, problemas como vias sem recuo adequado de passeios, ausência de estradas alternativas, locais com falta de linhas de ônibus e sem serviços de postos de saúde. “Nesses locais não moram só as pessoas que têm boas condições financeiras. E temos que pensar a cidade de forma que ela não se torne um problema mais tarde”.
Parlamentar que tem acompanhado a situação do Papagaio desde o início, o vereador Galeguinho SPA (União) afirmou que lá está acontecendo o mesmo que ocorreu na avenida Artêmia Pires, no bairro SIM. “Em razão do crescimento desordenado e sem acompanhamento, agora teve que se gastar milhões para consertar”, reclamou, ressaltando que moradores e trabalhadores já enfrentam um caos ao precisarem sair de casa no dia a dia. Ele argumenta que um dos problemas é a existência apenas da antiga Estrada do Francês, uma via minúscula que é acessada por pessoas de toda a região.
Defensor de investimento em construções verticalizadas no Município, Jorge Oliveira (PRD) concordou com a necessidade da política de expansão urbana ter uma visão do amanhã. “Feira tem avenidas antigas que continuam atuais, porque foram pensadas com vistas ao futuro. Não pode se pensar de forma pequena”, observou.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Visando a responsabilidade do Legislativo em ajudar a pensar a cidade, Professor Ivamberg sugeriu que a Comissão de Urbanismo da Câmara realize uma audiência pública, com participação de estudiosos, especialistas da área e a sociedade, abrindo as discussões a respeito da Feira do Futuro. Trata-se de debater, segundo o vereador, sobre como a cidade chegará aos 200 anos, se não tiver o devido planejamento.
Foto: ACM/ Secom
Este website utiliza cookies próprios e de terceiros a fim de personalizar o conteúdo, melhorar a experiência do usuário, fornecer funções de mídias sociais e analisar o tráfego. Para continuar navegando você deve concordar com nossa Política de Cookies e Política de Privacidade e Proteção de Dados.