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Títulos de Cidadão Feirense entregues a professores de Direito da UEFS
17 de março de 2026

Há quase 24 anos atuando na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde atua como professor desde 2002, construindo uma sólida carreira acadêmica e profissional, o advogado Agenor de Souza Santos Sampaio Neto foi um dos homenageados com o Título de Cidadão Feirense, na noite desta terça-feira (17), durante Sessão Solene realizada na Câmara Municipal. Já o outro homenageado da noite foi o também advogado Carlos Eduardo Behrmann Rátis Martins, que é referência do curso de Direito na Bahia, especialmente na área Constitucional. A sessão teve como proponente o vereador Pedro Américo (Cidadania).

O parlamentar se disse triplamente feliz por conceder as honrarias aos homenageados e, também, por ter como referência a UEFS, onde chegou a iniciar o curso de Física. “Ter pessoas como vocês aqui, na noite de hoje, é que faz essa Casa ter ainda mais valor perante a nossa sociedade. São pessoas que fazem a Universidade sair para além dos muros e ter a referência que tem”, definiu. Para Pedro Américo, “os títulos concedidos se conectam diretamente com a nossa realidade social, e nos fazem ter exemplos muito bons”.

Em relação a Carlos Eduardo Behrmann Rátis Martins, Pedro Américo salientou que a concessão do título “é uma forma de demonstrar que os serviços prestados pelo homenageado como advogado, presidente do Instituto dos Advogados da Bahia (IAB), e, especialmente, professor e coordenador do curso de Direito da UEFS, o legitimam a ser reconhecido como um digno cidadão feirense”. Sobre Agenor de Souza Santos Sampaio Neto, o parlamentar destacou que este “contribuiu de forma decisiva para a formação de centenas de profissionais que hoje atuam em diversas áreas do Direito”.

Por fim, Pedro Américo afirmou que “a concessão do Título de Cidadão Feirense representa o reconhecimento justo e simbólico a homens que, não sendo filhos naturais de Feira de Santana, tornaram-se uns de seus mais dignos e ilustres cidadãos pelo trabalho, pela ética e pela dedicação ao conhecimento e à formação humana”, conforme destacou.

PAQUERA, NAMORO E CASAMENTO

O primeiro a discursar durante a Sessão Solene foi Agenor de Souza Santos Sampaio Neto, Doutor em Família na Sociedade Contemporânea pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), com pesquisa voltada a temas sensíveis da relação entre liberdade religiosa e proteção à vida. Mestre em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), ele é natural de Ipiaú e disse ter uma história de aproximação com Feira de Santana, de forma metafórica, é dividida em três fases: paquera, namoro e casamento.

“A primeira vez que o nome desta cidade soou aos meus ouvidos foi no ano de 1981, quando precisei fazer uma cirurgia auditiva. Depois, como advogado de diversas seguradoras do país, precisei vir várias vezes a Feira por ser uma comarca estratégica na Bahia”, contou o novo cidadão feirense. “Já a fase que eu chamo de casamento iniciou-se em 2002, quando fui aprovado, em 1º lugar, no disputado concurso de prova e títulos para a disciplina Introdução ao Estudo do Direito da UEFS”, lembrou. E acrescentou: “Quis o destino que também recebesse na noite de hoje o mesmo título que eu o querido amigo, Carlos Rátis. A alegria é completa ao passar a ser o seu conterrâneo feirense nesta memorável noite na Princesa do Sertão”.

O QUE É SER UM CIDADÃO FEIRENSE?

O outro homenageado, Carlos Eduardo Behrmann Rátis Martins, atual presidente do IAB e do Colégio de Presidentes, também de presidente fundador do Instituto de Direito Constitucional da Bahia (IDCB) e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pontuou, em seu discurso, que nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 1977, mas é soteropolitano desde 2013 e, cidadão feirense, a partir de hoje, 17 de março de 2026.

“Compartilho com todos os professores e professoras da Uefs, pois, sem dúvida, sem vocês, eu e Agenor não estaríamos aqui. Buscamos oferecer nesta cidade um curso digno, humanista e com densidade social, curso este que vai completar 30 anos em 2027. E essa honraria que recebemos hoje nos leva a grandes reflexões – muitas delas que trazemos para a sala de aula – a exemplo do que é ser um cidadão feirense”, explanou o professor. E explicou: “Antes de ser cidadão do mundo, devemos buscar o nosso papel como munícipe, como titular de direitos fundamentais e destinatário de deveres com o Município. Portanto, o sentimento de pertencimento ultrapassa essas funções”.

Carlos Rátis, como é conhecido no meio jurídico, também refletiu acerca do conceito de cidadania. “Ele é amplo, pois um cidadão pode ser polipátrida (pessoa com duas ou mais nacionalidades) ou apátrida (pessoa sem nacionalidade), assim como podemos ter um indivíduo que pode ser cidadão, mas não exerce a cidadania”, Lembrou que o exercício da cidadania nada mais é do que uma conquista e alertou: “Acabamos querendo tantos direitos que não levamos a sério os deveres que temos enquanto cidadãos”.

MESA DE HONRA

Compuseram a Mesa de Honra o Procurador Geral do Município, Guga Leal, representando o prefeito José Ronaldo; o diretor do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da UEFS, Hélio Ponce Cunha, representando a reitora da Universidade, Amali Mussi; Marcos Oliveira Gurgel, desembargador e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 5ª Região; e a ex-reitora da UEFS, ex-secretária de Educação do Município e atual governadora do Distrito 4390 do Rotary Club, Anaci Paim.
Também marcaram presença na solenidade o diretor-presidente da Agência Reguladora de Feira de Santana (ARFES), Carlos Alberto Moura Pinho; Aurelino Bento, representando o deputado federal Zé Neto (PT); bem como representantes e professores de diversos cursos da UEFS, além de advogados, familiares e amigos dos homenageados. Na ocasião houve a apresentação musical da cantora e estudante de Direito da UEFS Liz Torres, acompanhada do seu pai, Marcos Torres.

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