
A centralização dos serviços públicos e a economia de recursos para o Município foram os principais pontos destacados pelo vereador Ismael Bastos (PL), durante discurso na manhã desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de Feira de Santana. O parlamentar deu ênfase à proposta de implantação do novo Centro Administrativo da Prefeitura, defendendo a iniciativa como estratégica para melhorar o atendimento à população e reduzir gastos públicos.
Segundo o vereador, o projeto surge após cobranças feitas por parlamentares ao Executivo, especialmente por conta de despesas com aluguéis de imóveis utilizados pela administração municipal. O projeto do Centro Administrativo, previsto para ser instalado na área do antigo Caroá, representa uma resposta direta a essas demandas. Ismael Bastos avaliou positivamente a medida e afirmou que o prefeito José Ronaldo (União) acerta ao ouvir o Legislativo.
“O prefeito faz um gol de placa ao ouvir a Câmara de Feira de Santana, ouvir os nossos discursos”, declarou. Ele também ressaltou que a centralização das secretarias em um único espaço deve facilitar o acesso da população aos serviços públicos. “Você que precisa ir, por exemplo, na Secretaria de Educação e depois na Secretaria de Habitação, vai evitar ir para cá e para lá. Vai se reunir agora todo mundo junto em um mesmo lugar”, explicou.
Além da melhoria no atendimento, ele enfatizou a economia com contratos de aluguel, defendendo que a maior parte da estrutura administrativa seja concentrada no novo equipamento, respeitando exceções como as áreas de Saúde e Educação. Outro ponto levantado pelo parlamentar foi o alto custo com energia elétrica no Município. Segundo ele, a Câmara aguarda informações oficiais para propor a criação de uma “fazenda elétrica”, com uso de energia solar, como forma de reduzir despesas e redirecionar recursos para outras áreas prioritárias.
MAIS INVESTIMENTOS PARA A CULTURA GOSPEL
Durante o discurso, Ismael Bastos também abordou a necessidade de ampliar os investimentos públicos na cultura gospel. O vereador afirmou que não critica a realização de eventos, mas questiona a concentração dessas ações em períodos próximos às eleições. Ele comparou os investimentos destinados à Micareta de Feira com os recursos aplicados na Marcha para Jesus, defendendo maior equilíbrio. “A Micareta, por exemplo, custa R$46 milhões e a Marcha para Jesus entre R$400 mil e R$700 mil”, comparou.
O parlamentar sugeriu que o poder público estruture políticas contínuas para o setor. “A nossa ideia é que os eventos gospel possam ser alavancados, em níveis municipal e estadual”, pontuou, defendendo ações permanentes e não apenas pontuais.
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