A importância da destinação de recursos públicos para apoiar o trabalho de instituições sociais de Feira de Santana foi destacada por Hamilton Figueiredo Teles, representante da Associação Feirense de Síndrome de Down Cromossomos 21, na sessão da Câmara desta terça-feira (27). Ele fez pronunciamento no espaço da Tribuna Livre da Casa, onde agradeceu o apoio já recebido do Legislativo em anos anteriores, mas também apelou pela sensibilidade dos parlamentares em garantir mais verbas de subvenção. A referida entidade presta atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social.
“Pedimos que os senhores visitem a Cromossomos 21. O dinheiro que recebemos é bem executado, através dos projetos que criamos. E tudo é divulgado em um mural, identificando o que gastamos com materiais e profissionais”, disse, após a exibição de um vídeo mostrando a sede construída e os atendimentos prestados pela entidade. “Devemos a construção da sede, totalmente climatizada, a esta Casa Legislativa”, afirmou Hamilton Figueiredo, relatando que uma verba de R$ 109 mil recebida em 2012 se somou à doação de R$ 17 mil da empresa Sustentare e serviu para concretizar a obra.
Ao informar que a Cromossomos 21 atende, mensalmente, entre 40 e 70 famílias de pessoas com crianças ou adolescentes com deficiência, o representante ressaltou a importância de ter a entidade em funcionamento em Feira, já que muitas destas famílias enfrentam dificuldades devido a limitações financeiras e precisam ser apoiadas. Com recursos de subvenção, por exemplo, a entidade contrata fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social e instrutor de música. Tais verbas financiam também quatro professores do projeto de reforço escolar para crianças residentes no entorno da Lagoa Salgada.
“Precisamos pelo menos de R$ 40 mil por mês para manter e ampliar o nosso trabalho. Não é admissível ficarmos sem profissionais por falta de recursos. Por isso, pedimos o apoio da subvenção social”, frisou, explicando que os atendimentos se direcionam a pessoas com autismo, síndrome de down, paralisia cerebral e microcefalia. “Nosso objetivo é fazer a inclusão social destas pessoas”, disse, referindo-se a quem tem algum tipo de deficiência ou dificuldade de aprendizagem, público-alvo da entidade. O grupo populacional, observou Hamilton Figueiredo, geralmente é excluído da sociedade. Por isso, além das crianças a Cromossomos 21 inclui os pais delas em todas as atividades que oferece.
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