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“Eu quero que no futuro não precisemos mais da Lei Maria da Penha”, diz nova cidadã feirense
4 de setembro de 2025

Reverenciar as pessoas que fazem bem a nossa cidade. Esse é o propósito da concessão de honrarias pela Câmara Municipal, de acordo com o vereador Pedro Américo (Cidadania), que na noite desta quarta-feira (3) homenageou a delegada da Polícia Civil Bianca Bianca Torres Andrade, em Sessão Solene presidida pela vereadora Eremita Mota (PP). Atualmente titular da Delegacia Espacializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Salvador, ela também é colaboradora do Protocolo de Feminicídio na Bahia.

“A garantia de direitos é fundamental para a sociedade”, afirmou o vereador, destacando que apesar de todas as dificuldades é o que mantém a coesão social, evitando o caos. Pedro Américo defendeu investimentos na rede de apoio à mulher e destacou o trabalho desenvolvido pela homenageada nesta área. “Precisamos cada vez mais de pessoas que reconhecem a necessidade da atenção e do cuidado com essas mulheres vítimas de violência, com respeito e atenção às leis”, sinalizou.

Definindo a cidadania feirense, agora de direito, como uma das maiores honras de sua trajetória, Bianca Andrade não conteve a emoção, ao dividir o momento com o filho Bento, que completou três anos na data da homenagem. Ela contou que foi escolha sua começar a carreira de delegada em Feira de Santana. Já se vão nove anos, cinco dos quais à frente da Deam, e disse ter sido muito feliz na cidade. “Feira foi para mim uma verdadeira escola e guardo lembranças vivas e afetuosas”, disse.

Acreditando que nada é por acaso, Bianca Andrade reafirmou a sua fé, agradeceu a Deus pelo aprendizado constante e defendeu que a mulher quer e precisa ser acolhida para quebrar o ciclo da violência, passando por abrigo e reinserção no mercado de trabalho. “A sociedade é machista, misógina e enquanto não se mudar essa cultura, mulheres continuarão sendo violentadas e mortas”, finalizou a delegada, deixando um recado impregnado de significado: “Eu espero que no futuro não precisemos da Lei Maria da Penha”.

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