
A implantação de uma clínica na rede municipal voltada a atender pacientes que sofrem com problemas vasculares precisa ser “analisada profundamente” pelas autoridades estaduais e municipais. A observação é do vereador Luiz da Feira (PP), que fez pronunciamento hoje (5) na Câmara, quando é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Ele parabenizou a categoria de profissionais da área, “por cuidarem daqueles que mais precisam de amparo” e cobrou união e diálogo entre o governador do Estado, o prefeito e os respectivos secretários da pasta de saúde, em torno de adoção de providências para agilizar o atendimento de pessoas diagnosticadas com doença vascular.
Luiz da Feira constatou, em recentes visitas feitas a UPA’s e policlínicas no município, que pacientes vasculares aguardam entre oito a 15 dias sem ser regulado. Enquanto isso, permanecem em condições precárias nas unidades de saúde. “É preciso abrir as portas para o paciente vascular, pois esperam este tempo todo com membros necrosados, exalando odor, chegando a ser necessário passar por isolamento. Presenciei várias situações neste mês, vendo-os tendo piora no quadro médico sem conseguir a regulação”, relatou.
O vereador conclamou as autoridades a visitarem as unidades de saúde a fim de verificar casos de pacientes que não têm condições de estarem aguardando atendimento por um longo tempo. “Tem notícia de estarem entre 30 a 50 pessoas para serem reguladas e não ter vaga”. Já pedi à secretária Estadual de Saúde para abrir as portas a estes pacientes. E também peço que se implante uma clínica para doentes com feridas”, insistiu Luiz.
MORTE NA “FILA DA REGULAÇÃO”
Em apoio à abordagem do colega, Lulinha da Gente (União) disse que soube de falecimento de uma senhora ontem (4) sem conseguir acesso à regulação. Sugeriu que a Comissão de Saúde da Câmara organize uma visita a policlínicas para apurar tais denúncias. “Todos os dias, recebemos pessoas implorando, chorando e pedindo pelo serviço de regulação. Que o governo do estado possa investir em Feira pensando no atendimento destas pessoas”, cobrou.
No entendimento de Edvaldo Lima (União), é a gestão estadual quem tem o dever de ampliar a rede de saúde nos municípios para evitar que pacientes fiquem tantos dias sem serem regulados. “Parabenizo a abordagem do assunto. E também tenho lutado pela construção do hospital municipal, que irá ajudar a desafogar o Hospital Clériston Andrade e outras unidades”, afirmou.
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