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Instituto A Dança Salva Vidas pede ajuda para manter ações sociais com crianças feirenses
20 de agosto de 2026

Com uma atuação considerada exitosa, em razão das conquistas e certificados obtidos ao longo do tempo por integrantes, o Instituto A Dança Salva Vidas corre o risco de fechar as portas e deixar sem assistência as crianças atendidas nas ações desenvolvidas pela entidade. O alerta foi manifestado pela idealizadora e presidente do instituto, Cleide Santos, durante pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara, nesta quinta-feira (20). A dirigente pediu que os parlamentares avaliem a possibilidade de destinar verbas de emendas para o instituto, a fim de manter e ampliar mais as ações.

Além das aulas de ballet para o público infanto-juvenil, o projeto atende diversas famílias com a distribuição de cestas básicas e outros itens, informou ela. “Todo o mês batemos de porta em porta para arrecadar recursos, alimentos e remédios, no intuito de ajudar as pessoas. É um projeto que vai além da dança. Mas as pessoas temem o fechamento dele”, disse a presidente. O motivo da preocupação, ressaltou Cleide Santos, se deve à pouca disponibilidade financeira da entidade. Apesar disso, a intenção da idealizadora é que o projeto, sediado no bairro Caseb, se torne um dos maiores da área e reconhecido por dar oportunidade às crianças de Feira e da região.

As meninas que integram o projeto possuem certificados conquistados em São Paulo, Santa Catarina e em países como Argentina e Portugal. Atualmente, além do distrito de Tiquaruçu (na Princesa do Sertão), o Dança Salva Vidas atua nos municípios de Conceição do Jacuípe, Irará, Coração de Maria, Itatim e São Gonçalo dos Campos. Uma das bailarinas, Manoela Sampaio, esteve recentemente em Portugal e participou da seleção para a Ópera de Paris. “Ela conquistou sete bolsas. Mas, acreditamos que as crianças podem chegar tão longe como ela e a Melissa Kellyn”, disse Cleide Santos, citando uma outra bailarina, que no momento está no Rio de Janeiro para participar de uma competição de dança, nos dias 28 de agosto a 2 de setembro.

INTERCÂMBIO EM BOSTON

“A dança é algo inexplicável. E sonhar também é um direito das crianças menos favorecidas. Quero que minha história se repita na vida de muitas outras crianças. Peço ajuda, especialmente para ir ao Rio de Janeiro”, declarou Manuela Sampaio, também utilizando o espaço da Tribuna Livre. Desde os dois anos integrando o Dança Salva Vidas, ela solicitou sensibilidade do Legislativo e da sociedade feirense ao trabalho do instituto.

Além da competição do Rio de Janeiro, a dançarina foi chamada a ir para um intercâmbio em Boston (Massachusetts/EUA), mas ainda não tem como cobrir as despesas com passagens e hospedagens. “Vimos pedir uma ajuda verdadeira, pois de lá já saíram grandes talentos e o projeto acolhe muitas famílias necessitadas”, observou, reforçando a necessidade de emendas parlamentares para o instituto não fechar as portas. Também esteve presente na sessão a dançarina Ivana de Jesus da Silva Ramos.

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