
Demitidos do Instituto de Gestão Integrada (IGI), que intermedeia mão de obra em unidades da Rede Municipal de Saúde, estão sem receber o seguro-desemprego. A denúncia foi feita nesta quarta-feira (4), na Câmara, pelo vereador Luiz da Feira (PP). Conforme o parlamentar, profissionais como enfermeiros, dentistas, psicólogos e farmacêuticos, que atuavam no IGI, receberam apenas o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), mas seguem aguardando o seguro-desemprego. Dois meses já se passaram, sem haver solução.
“Não é justo que essas pessoas fiquem sem receber”, afirmou. O vereador pediu que a Prefeitura revise os contratos com a empresa terceirizada, que pode não ter fornecido os documentos e informações necessários para que os trabalhadores consigam acessar o benefício.
Ismael Bastos (PL) defende que problemas com os pagamentos de direitos rescisórios devem ser investigados. Segundo o vereador, há relatos de empresas terceirizadas coagindo funcionários a pedirem demissão para que percam o direito ao FGTS e ao seguro-desemprego.
De acordo com o vereador Marcus Carvalhal (PL), outras empresas que prestam serviço ao Município no âmbito da saúde, como o Instituto Nossa Senhora da Vitória (INSV) e o Instituto de Gerenciamento Médico (IGM), também apresentam problemas de atrasos salariais e falta de pagamento de vale-transporte. Além disso, Carvalhal afirma que essas empresas são responsáveis pela manutenção de prédios que estão “caindo aos pedaços”, como as unidades de saúde do Alto do Rosário I e II, de Pé de Serra e da Baraúna.
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