
Após publicação de matéria veiculada no site Bahia na Política, intitulada “Emendas das únicas vereadoras de Feira de Santana não incluem ações diretas para mulheres vítimas de violência”, publicada na última terça-feira (20), as vereadoras Lu de Ronny (PV) e Eremita Mota (PP) usaram a Tribuna da Casa para repercutir o assunto.
Conforme matéria, para o orçamento de 2026 cada vereador indicou R$ 1.988.528,00 em emendas impositivas e que, apesar do volume total de recursos disponíveis, “nenhuma das duas vereadoras destinou emendas específicas para programas de enfrentamento à violência contra mulheres, como ações de proteção a vítimas de violência doméstica, de gênero ou política”, afirma trecho do texto.
Lu de Ronny esclareceu que os vereadores não têm autonomia para destinar verbas para secretarias que não têm dotação orçamentária e programa específico. “Para destinar emendas é preciso ter a dotação orçamentária e, além disso não há programa específico para violência contra a mulher na LDO. Quando o Executivo disponibilizar, esta vereadora destinará”, garantiu. Ela reforçou que a matéria está coerente quando cita que ela destinou quase R$ 900 mil para o Hospital da Mulher, que “trata mulheres com endometriose- diagnóstico que precisa de atenção do poder público- mas equivocou-se com a parte técnica”.
Lu de Ronny sugeriu que o setor Legislativo da Casa realize um levantamento de todos os projetos que os vereadores já apresentaram em prol das mulheres vítimas de violência e reforçou que esta não é uma causa apenas das vereadoras Lu de Ronny e Eremita Mota, mas sim “de todos que atuam no Poder Legislativo”.
Já Eremita Mota pediu o direito de resposta para a matéria publicada e criticou o fato de não ter sido procurada para falar sobre o assunto. A parlamentar fez uma descrição minuciosa de todas as associações e instituições para as quais destinou emendas, reforçando que através destes recursos mulheres vítimas de violência, mães solos e mães de filhos deficientes também serão beneficiadas.
Ela destacou que a reportagem teve uma “visão rasa, burocrática e, no mínimo, desinformada de como funciona a atenção social de base. Quando destino emendas à Santa Casa, Instituto Renovo, Mães de Crianças com Paralisia Cerebral e outras, estou amparando a mãe solo, a de filhos com deficiência, mulheres vítimas de violência; mulheres que a sociedade esquece. Muitas emendas foram destinadas pensando em chegar onde o Estado não chega”, justificou. Eremita enfatiza que toda a documentação está disponível nos sites de transparências e que “as verdades devem ser ditas de forma integral”.
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